Wednesday, November 28, 2007





It's coming back so fast,
that I should fake this alone.
You kept me back so unthinking,
that I should fake this alone.

Because your breath is still in me
and you shape is still around
and this shallow light won't let me go

oh oh oh ohh..


'cause even if you break my heart
and even if you make things wrong,
you will always be the one,
you will always be my love.

28 November 2007

Tuesday, November 27, 2007




It's the best thing that you ever had,
The best thing that you ever, ever had
It's the best thing that you ever had,
The best thing you ever had has gone away .....

High n' dry......


27 Novembro 2007

Saturday, November 24, 2007






Insônia - Álvaro de Campos

Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.

Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!

Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!

Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.

Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.

Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!

Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo — sei lá salvo o quê...

Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!

Ó madrugada, tardas tanto... Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.

Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!

Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.

Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente. Mas não durmo.

Sunday, November 18, 2007

Quando algo começa a nascer...
Como uma flor, vemos-a a crescer, as suas cores a surgirem, ela a tornar-se bonita....
E por vezes ficaqmos maravilhados como uma flor tão bela pode nascer, onde pensavamos que nada podesse crescer.
É nesta alturaque por vezes cometemos o maior erro que nos é possivel cometer.....
Rega-se a flor, rega-se abundantemente, Faz-se de tudo para que a flor seja a mais bela, a maior, a mais imponente flor que poderá existir....
Só que quando damos conta, ela cresceu até um certo ponto, e nós continuamos a fazer de tudo para que ela ainda cresça mais um pouco, que ela continue a mais linda de todas.....
No entanto ela murcha a cada dia que passa, cada vez mais, á medida que a regamos....
Até que é tarde demais....
Até que damos cabo do que para nós era mais belo e preciso........

Saturday, November 03, 2007

Today's songs... 03 November 2007







Thursday, November 01, 2007

TODAY'S SONGS...... 1 de Novembro de 2007